CHICO XAVIER

O HOMEM AMOR
Francisco Cândido Xavier (1910–2002), conhecido mundialmente como Chico Xavier, foi um dos mais importantes médiuns e divulgadores do Espiritismo. Nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em uma família humilde, enfrentando desde a infância grandes dificuldades materiais e emocionais, especialmente após a desencarnação de sua mãe, Maria João de Deus.
Desde muito cedo relatava experiências mediúnicas, vendo e ouvindo Espíritos. Em 1927, ao acompanhar a cura espiritual de uma de suas irmãs, aproximou-se definitivamente da Doutrina Espírita e passou a frequentar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, onde iniciou sua extensa tarefa mediúnica.
Em 1932 publicou sua primeira grande obra, Parnaso de Além-Túmulo, livro que reuniu poesias atribuídas a diversos escritores desencarnados e chamou a atenção do Brasil para o jovem médium mineiro. Ao longo de sua vida, psicografou mais de 450 livros, atribuídos a centenas de autores espirituais, entre eles Emmanuel, André Luiz, Humberto de Campos, Meimei e Irmão X.
Sua produção literária abordou temas como a imortalidade da alma, a reencarnação, a mediunidade, a vida espiritual e o Evangelho de Jesus. Obras como Nosso Lar tornaram-se referências da literatura espírita.
Apesar da enorme repercussão de seu trabalho, Chico viveu de forma simples e humilde. Nunca recebeu direitos autorais das obras psicografadas, destinando os recursos para instituições beneficentes, hospitais, creches, lares de idosos e diversas obras assistenciais.
Transferiu-se para Uberaba (MG) em 1959, onde passou a receber milhares de visitantes de todo o Brasil em busca de consolo, orientação e mensagens de familiares desencarnados. Sua vida foi marcada pela caridade, pela disciplina e pela fidelidade aos ensinamentos cristãos.
Chico Xavier desencarnou em 30 de junho de 2002, aos 92 anos, deixando um legado de amor ao próximo, serviço desinteressado e divulgação dos princípios espíritas. Para milhões de pessoas, tornou-se um dos maiores exemplos de fraternidade e dedicação ao bem que o Brasil já conheceu.
“Isso também passa.”
(frase frequentemente associada ao seu espírito de resignação e confiança em Deus)